Você traça um planejamento estratégico, cria campanhas internas, compartilha informações de valor em diversos canais, realiza ações em datas comemorativas, cria eventos divertidos, entra em trend, muda formatos, busca coisas novas para surpreender, mas nada muda: o engajamento dos colaboradores não vem! 

Por mais que você tente, as métricas não evoluem. Baixa taxa de abertura de e-mail, de alcance das postagens, de interações nos canais digitais, baixa adesão nas campanhas. Por fim, a sensação (e confirmação) do tal flop é nítida! 

Inegavelmente, é uma frustração que só quem passa entende. Afinal, é desanimador o baixo desempenho diante de tanto esforço, tempo e até mesmo recursos investidos. Parece um desperdício e, muitas vezes, coloca em xeque a própria capacidade do gestor em engajar e envolver as equipes. Além disso, de gerar resultados para a companhia. 

Você já percebeu essas situações na sua Comunicação Interna? Já considerou que o problema pode não estar nas ações em si, mas na forma como sua marca é percebida pelos colaboradores? 

Parece uma pergunta complexa. Mas neste artigo você entenderá que isso é fácil de entender e enxergar dentro da sua empresa. Confira! 

Você não está sozinho: engajamento é um desafio global 

Primeiramente, vale trazer uma empatia. Pode parecer filosófico, mas é a verdade. Não é apenas você que passa pelo desafio de engajar os colaboradores com a marca. Esse é um desafio global! Ou seja, gestores do mundo inteiro estão, neste momento, com a mesma dor que você está.  

Em números, a consultoria Gallup pontua que apenas 1/4 da população mundial está engajada com os seus empregos. Isso é apontado no estudo State of the Global Workplace Report. De acordo com a pesquisa, a falta de engajamento custa 8,8 trilhões de dólares às empresas. 

Um levantamento do LinkedIn, maior rede social corporativa do mundo, vai nesta mesma direção. De acordo com uma pesquisa divulgada em janeiro passado, 58% das pessoas planejam mudar de emprego em 2025.  

Já se tratando apenas do Brasil, 6 em cada 10 profissionais estão desengajados com os seus trabalhos. Neste caso, o dado foi revelado na 2ª edição da Engaja S/A, estudo realizado pela FGV-EAESP, em parceria com a Flash e o Talenses Group. 

Além disso, a pesquisa traz outro dado crítico que impacta diretamente a saúde das marcas: 66% dos trabalhadores consideraram pedir demissão nos últimos 90 dias! Ou seja, essa desmotivação pode contribuir com o aumento do turnover das empresas.  

Dessa forma, conseguir melhorar o engajamento dos colaboradores traz impactos na melhor experiência deles com a marca e nas taxas de performance da Comunicação Interna. Mas vai muito além! Contribuirá para a sustentabilidade do negócio. Em outras palavras, evitará prejuízos e ruídos financeiros e institucionais.  

Motivos que fazem os colaboradores engajarem mais  

Para enfrentar esse desafio, antes de tudo, é preciso fazer um diagnóstico do que motiva as pessoas a se engajarem com as suas marcas empregadoras. Dessa forma, podemos analisar se estamos atendendo as expectativas desse público interno.  

Seguindo essa linha, o Engaja S/A elenca seis fatores principais que contribuem para o engajamento dos colaboradores:  

  1. Ambiente de trabalho positivo 
  2. Significado no trabalho 
  3. Confiança na liderança 
  4. Boas práticas de gestão 
  5. Crescimento e desenvolvimento 
  6. Remuneração e benefícios 

Diante dessas dimensões, vemos que o engajamento está alinhado com a experiência do colaborador com a marca. Ou seja, se a experiência é consistente, positiva e coerente com a proposta da marca, o impacto é percebido e isso estimula o envolvimento.

Com isso, essa percepção pode ultrapassar até mesmo as barreiras internas. Afinal, colaboradores motivados propagam voluntariamente a reputação positiva da empresa. Como consequência, essa ação gera um marketing positivo para a marca empregadora, logo, fortalece o Employer Branding 

Mas como conseguir alcançar isso? Vamos analisar cada uma das dimensões do estudo: 

  1. Ambiente de trabalho positivo

Um ambiente saudável, colaborativo e respeitoso contribui com a satisfação e a motivação das pessoas. Por isso, a comunicação deve reforçar os atributos da cultura organizacional e valorizar esse ambiente. 

  1. Significado no trabalho

As mudanças que atravessamos impactaram significativamente a relação das pessoas com o trabalho. Os colaboradores não querem apenas executar suas tarefas. Eles querem fazer parte de algo maior e enxergam valor no propósito da marca.  

  1. Confiança na liderança

Líderes são essenciais para o engajamento, pois são personagens que podem influenciar e conduzir outras pessoas. Por isso, é importante que tenham empatia, clareza e transparência na comunicação com os liderados. Assim, estabelecem uma conexão mais próxima com as pessoas.  

  1. Boas práticas de gestão

Os gestores bem preparados também impactam diretamente a percepção da empresa. A comunicação deve capacitá-los e envolvê-los como aliados da cultura, pois o envolvimento deles estimula a participação de outros colaboradores. 

  1. Crescimento e desenvolvimento

Quando a marca mostra que se importa com o futuro do colaborador, ela ativa reciprocidade. E isso também se comunica: por meio de programas, trilhas de carreira, feedbacks e conteúdo educativo. Desta forma, investir em treinamentos constantes para toda a base de colaboradores também refletirá na melhora do engajamento.  

  1. Remuneração e benefícios

Por fim, a percepção de justiça e valorização financeira também influencia o engajamento. Desta forma, a comunicação deve ser clara, acessível e transparente. Embora o pacote de benefícios seja atrativo para os colaboradores, aspectos como folga no aniversário, bônus (PLR) e sexta-feira curta (short friday) são as práticas mais admiradas por esse público (dados da Engaja S/A).  

 

Como transformar a percepção em engajamento? 

A primeira resposta para essa pergunta não é criar ações de Comunicação Interna, afinal, isso já foi posto em prática e não trouxe resultados, não é mesmo? 

É preciso dar um passo atrás e fazer uma integração entre liderança, gestão de pessoas e a própria Comunicação.  

Essa sinergia permite que as áreas compartilhem percepções e dados que já possuem sobre o público interno. Assim, as particularidades das pessoas são enxergadas e podem ser segmentadas. Isso torna possível compreender o que gera mais valor para cada perfil e, a partir disso, entregar ações individualizadas, significativas e com alto potencial de engajamento.  

Por exemplo, o próprio estudo da Engaja S/A revela que as mulheres preferem flexibilidade no trabalho, enquanto os homens priorizam renumeração.  

Mas podemos ir além de dados da pesquisa. Vamos conectar as três áreas em uma ilustração simples: 

Liderança 

Um líder de área aponta que tanto homens como mulheres se sentem mais motivados quando são reconhecidos. Além disso, ele cita que uma ativação com prêmio conectado à marca foi o que gerou maior engajamento de sua equipe nos últimos meses.   

Comunicação Interna 

Ao mesmo tempo, a Comunicação Interna diz que a campanha que teve maior taxa de envolvimento foi uma ação despretensiosa, com baixo custo. A iniciativa pedia para as pessoas interagirem em uma publicação interna citando como ingressaram na empresa. Ou seja, colaboradores querem ser ouvidos, reconhecidos e sentir que fazem parte da história da marca.  

Gestão de Pessoas 

Por fim, gestão de pessoas destaca que o mês com maior taxa de produtividade observada foi nos períodos em que a ação citada pela liderança estava em curso. Em contrapartida, uma campanha robusta com foco na Avaliação de Desempenho Anual, pedindo para as pessoas participarem, não alcançou os indicadores que a empresa almejava. 

Ao observar esses dados em conjunto, percebemos um padrão: ações que valorizam o reconhecimento, promovem protagonismo e reforçam a conexão emocional entre colaborador e marca tendem a ser significativamente mais efetivas. Esse é o caminho que deve nortear as iniciativas de engajamento — inclusive para campanhas mais institucionais, como a própria Avaliação de Desempenho. 

Ou seja, a integração entre áreas e a análise real do comportamento dos colaboradores revelam o ponto de partida ideal para planejar e conduzir ações que tragam mais engajamento interno. E é exatamente nesse segundo momento que entra a atuação estratégica da Comunicação Interna — o famoso “mão na massa”. 

Case de engajamento de colaboradores: Bloomin’ Brands Brasil 

Aqui na PressTexto, temos um exemplo prático que mostra tudo isso em sinergia. 

A Bloomin’ Brands Brasil, marca empregadora dos restaurantes Outback, Aussie e Abbraccio, buscava aumentar o engajamento dos colaboradores na sua página de carreiras no Instagram. O desafio era claro: gerar interação com o público interno, com foco em Operações, atrair novos seguidores e, principalmente, reforçar o Employer Branding da marca no mercado. Na época, a página contava com cerca de 16 mil seguidores. 

A solução começou com a integração das áreas chaves. Conversamos com lideranças, RH e times internos para entender o que realmente mobilizava o time operacional.  

A resposta dos líderes foi certeira: o PIN — um símbolo tradicional da marca — sempre despertava entusiasmo e senso de pertencimento entre os colaboradores. Da mesma forma, o RH confirmou: ações de reconhecimento eram as que mais engajavam. Por fim, nós, como parte da Comunicação Interna, observamos que as iniciativas com interações simples e de fácil adesão geravam mais participação.  

Com base nesse mapeamento, criamos a campanha “Nosso Time, Nosso Orgulho”. A ação incentivava os colaboradores a se unirem e comentar o nome e a unidade do restaurante onde trabalhavam. O restaurante com mais menções no feed ganharia um PIN exclusivo da campanha — entregue a todos os membros da equipe vencedora. 

O resultado superou todas as expectativas em apenas 15 dias: 

  • 40.551 visualizações  
  • 12.440 contas alcançadas  
  • 16.265 interações  
  • 2.768 contas engajadas  
  • 667 novos seguidores 

E o melhor: 22,2% de taxa de engajamento — muito além da média de mercado para o Instagram (que varia entre 1,5% e 5%).  

Fotos da campanha de engajamento de colaboradores da Bloomin Brands Brasil no Instagram

Fonte: Instagram Bloomin’ Brands Brasil

Portanto, mais do que números, essa ação mostrou que quando escutamos os colaboradores e entendemos o que realmente tem valor para eles, a Comunicação Interna deixa de ser informativa e passa a ser inspiradora e engajadora! 

A experiência vem antes do engajamento dos colaboradores

Finalmente, respondendo à pergunta do título deste artigo: os colaboradores não engajam com a sua marca porque não enxergam valor na experiência que estão tendo. 

Engajamento não é imposto. Pelo contrário, é uma conquista que nasce de experiências consistentes, relevantes e conectadas ao que realmente importa para as pessoas. Ele acontece quando líderes reconhecem, gestores escutam e a comunicação cria vínculos autênticos com o colaborador. 

Portanto, é nesse cenário que o orgulho de pertencer emerge. Inclusive, é também aí que o Employer Branding começa a ser construído — não como discurso, mas como vivência diária. 

Todavia, para que isso aconteça, as ações internas precisam priorizar a escuta, o alinhamento entre áreas e o reforço constante da cultura organizacional. Assim, quando isso é colocado em prática, o resultado aparece: mais engajamento, mais retenção, mais promotores da marca dentro e fora da empresa. 

Transforme o engajamento do seu time agora 

Na PressTexto, ajudamos empresas a dar esse passo com inteligência e estratégia! A princípio, atuamos escutando os públicos internos, estruturando diagnósticos e conectando comunicação, liderança e gestão de pessoas em projetos que realmente engajam. 

Assim, conseguimos transformar a percepção da marca em engajamento real e fortalecer o Employer Branding de dentro para fora! 

Portanto, se você deseja aumentar o engajamento dos seus colaboradores, fale com a gente e descubra como podemos te ajudar. Clique aqui e solicite um diagnóstico gratuito agora mesmo!

Por: Van Martins